Quinta-feira, 7 de Abril de 2005

E eu só posso lembrar Abel Djassi…

am_cabral.jpg

Na hora de concordar com a nota sarcástica do Carlos Gil.

Mas, para tudo rever, sem peias nem ameias, Kumba e Nino não eram fatalidades no projecto de Amílcar? Dito, por outras palavras, o destino guineense, vindo da sua luta, aquela luta, poderia ser outro?

Ainda: Amílcar ficou com o mito bom apenas porque foi assassinado quando ainda lutava? E Kumba e Nino não são, apenas, o poder feito poder?

E de boleia: Na outra costa, a banhada pelo Índico, porque é que Mondlane é tão estimável e estimado? A sua memória, como a memória de Amílcar, não tem nada que agradecer à PIDE e aos traidores que lhe seguraram na mão assassina, evitando a prova do exercício do poder?
publicado por João Tunes às 12:22
link do post | comentar | favorito
|
11 comentários:
De Carlos a 11 de Abril de 2005 às 00:08
:-)


De Joo a 8 de Abril de 2005 às 20:26
Nesse caso, o diabo não escolhe, leva os dois. Um para filosofar (o Kumba) e o outro para fuzilar e gamar (o Nino). E o inferno ainda vai à falência depois de ficar maluco. Pena que, antes disso, o mafarrico não leve o amigo do Nino cá do burgo (o Valentim, capitão das batatas).


De Guida Alves a 8 de Abril de 2005 às 18:26
Não me referia a vocês dois, seu toleirão! Mas ao Kumba e ao Nino...:D


De Joo a 8 de Abril de 2005 às 17:37
O diabo a escolher entre mim e o Carlos Gil? Pois tinha de ganhar o Carlos, é claro... (ele sabe-a toda!) Resta-me o ciúme. Beijo, apesar de.


De Guida Alves a 8 de Abril de 2005 às 16:25
Entre um e outro, o diabo que escolha e fica sempre mal servido.
Para não repetir o que já foi dito, não posso estar mais de acordo, principalmente depois de ter lido o Carlos Gil. (Ontem não me pronunciei, porque estava muito mais interessada em ouvir-vos...)
A beijoca do costume.


De Joo a 8 de Abril de 2005 às 12:06
Claríssimo. Estou convencido que até o Newton entenderia. Obrigado pelo contributo.


De Carlos a 8 de Abril de 2005 às 02:53
João, eu acreditei fervorosamente que, todos esses adjectivos retro que, hoje, ambos, vemos como defeitos e pôdres, acreditei neles, berrei por eles, fiz o que sabia e me deixavam fazer poir eles, acreditava que eram correctos e justos em última análise. Se pensar bem, até acho que lhes rezava, pois era um bocadito mais que a catequese.
Hoje, duplamente, mexe comigo. Porque virei costas e vim-me embora (eu não fui expulso nem havia a mínima razão para tal; bilhete de i/v comprado livremente por mim, e nunca utilizei o ticket da v), também porque hoje vejo que era mais burro que o Newton da francesa no comemts das francesinhas. A minha 'raiva' contra os dirigentes que fizeram das revoluções claques de apoio particulares vem por achar que nenhum é mais estúpido que eu, e nem na altura souberam pensar para corrigirem-se, nem hoje conseguem reconhecer que erraram, que lixaram a vida a duas gerações.
A génese da luta armada. Claro que sim, que influenciou. Se, durante a sua duração a sociedade colonial exercia fortes represálias pela suspeita de apoio àquela, l. arm., toda aquela parafernália ideológica de cheirete ditatorial, e maus hábitos de dez anos de guerra, ora no poder, agiu pela cartilha premiada sem entender que a guerra clássica tinha terminado e ela passava a desajustada, nociva, reaccionária. 30 anos depois, 15 depois do Muro, agora é fácil falar... ok, aceito a facilidade com que abro a boca. Só gostava era de ouvi-los, 'eles', dizerem em tom parecido, "desculpem, enganei-me, desculpem mas não pensei bem". Nada de complicado, só quem saiu lixado saber que a lixadela, afinal, sempre pesa(ou) na consci~encia de alguém.


De Joo a 8 de Abril de 2005 às 01:12
Caro Carlos, a minha proposta não era ir pela advinhação, embora entenda a sua escusa em querer especular. A questão que coloquei, e direi que se preveniu de não a desenvolver, é se nos projectos dos mov libertação (onde se incluiam o centralismo democrático, o conceito de vanguarda, o partido único, a disciplina militar) aliado a que eram forças políticas militarizadas entradas na sociedade de armas na mão, não era inevitável que os países libertados dessem no que deram. E repare o Carlos que a única das antigas colónias que dá provas de apetência pelo jogo democrático é Cabo Verde (onde não chegou a haver luta armada). Mas obviamente que não o vou forçar a um debate que não lhe interessa. Quanto à G-B, é de facto um país muito pobre mas onde (por condições locais) não se morre de fome, nem se morrerá mesmo que ainda mais pobre venha a ser. Esta é uma base material para explicar a "disponibilidade" para que ali a um desmando outro maior lhe suceda.


De Carlos Gil a 8 de Abril de 2005 às 00:52
Dos que, não chegando a exercê-lo, não o utilizaram a seu serviço pessoal, poder político de dimensão administrativa central, só nos podemos pôr a adivinhar... no inverso, têm nome e, em caso de dúvidas de algum deles, faz-se rol dos desmandos, abusos, loucuras, roubos, assasinatos, tudo a cavalo num estado que viram como chicote privado - do seu lado 'cofre', então, nem vale já a pena falar. Na Guiné-Bissau, qualquer dos dois que apontei está sedento por ajustes de contas e, ambos, também já provaram que o poder não é eterno e há que aproveitá-lo enquanto dura. Prisões cheias, grandes contratos internacionais, mafias à solta internamente, o habitual, basta olhar para a cara de qualquer um deles e recordar-me(-mo-nos) disso tudo, no caso do Nino ainda de mais uns 'pormenores' demonstrativos da sua justiça e humanidade, quando juiz e carcereiro.
Não conheço a G-B para além do vulgo, mas tenho ideia de, com estes desmandos todos, será dos países mais pobres da sua região. Com dois abutres sanguinários destes, não prevejo melhoria. E, como nos que estão lá também alguns assim pensarão, e lá arranjar armas/exércitos/golpes parece bem acessível, vira o disco e toca o mesmo, quem se lixa é o mexilhão.


De Joo a 7 de Abril de 2005 às 22:56
E ... ??? Ou estou surdo, ou de tarde ao vivo e de noite-net, ainda não consegui ouvir a tua opinião... De qualquer modo, calada ou sentenciosa, o beijo amigo é que não fica sem eco.


Comentar post

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Setembro 2007

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
11
12
13
14
15

16
18
19
20
21
22

23
24
25
26
27
28
29

30


.posts recentes

. NOVO POISO

. SOBRE A EDUCAÇÃO TESTEMUN...

. UM ÁS DO CASTRISMO

. SOBRE A EDUCAÇÃO TESTEMUN...

. SOBRE A EDUCAÇÃO TESTEMUN...

. ENTÃO, O QUE TENS FEITO ?

. O QUE TEM DE SER A EUROPA...

. O QUE TEM DE SER A EUROPA...

. O QUE TEM DE SER A EUROPA...

. QUE FORÇA É ESSA?

.arquivos

. Setembro 2007

. Junho 2005

. Maio 2005

. Abril 2005

. Março 2005

. Fevereiro 2005

blogs SAPO

.subscrever feeds