Quinta-feira, 24 de Março de 2005

FRATERNIDADE FRANCO-ALEMÃ

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A relação franco-alemã é daquelas que qualquer europeu mira sempre com os olhos bem abertos. Não vá o diabo tecê-las. São duas potências complexadas e, quando assim é, convém que estejam calmas e não desatinem. Há até quem entenda que se existe União Europeia é mais para manter os dois Estados sentados um ao lado do outro do que para outra coisa. Com a vantagem acrescida de que enquanto Alemanha e França ocupam o tempo todo a gerir e repartir a supremacia na UE, a França fica sem tempo para embirrar com a Inglaterra e vice-versa. E, diga-se, visto deste ângulo, que a mezinha até nem tem resultado mal. Com o contra não pequeno de que o resto da Europa é mais paisagem e plateia que outra coisa. Mas a realidade é o que é.

É bom para a Europa que Alemanha e França se entendam. Certo. Certíssimo. Mas, olhando para a imagem, também não é preciso tanto exagero de amizade. Bolas, até parece que são dois irmãos do peito. É que quando os amores são demasiado efusivos entre os ricos, o pobre desconfia. Não é?
publicado por João Tunes às 12:05
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3 comentários:
De Joo a 3 de Abril de 2005 às 00:30
Apreciei esta irmandade entre o idealismo do Marco e o bi-chauvinismo do Lutz. Ou a lei da felicidade obrigatória dos pequenos quando os grandes, em vez de se zangarem, se abraçam. Ou, ainda, que grande merda essa treta da fraternidade europeia... porque os fortes são quem mais ordena dentro de ti oh cidade.


De Lutz a 24 de Março de 2005 às 13:39
Compreendo que um cidadão dum país europeu pequeno vê esta amizade com algum incómodo. Mas o Marco tem razão quando realça a amizade na luz da inimizade histórica, que chegou até a ser componente identitária das duas nações!
Deixo aqui de parte eventuais interrogações sobre a genuinidade desta amizada de dois políticos hábeis, ou seja, de bons actores profissionais... Mas é verdade que existiu, desde a pós-guerra, sempre um entendimento especial entre os lideres destes dois países, uma espécie de cumplicidade.
E desde a amizade conhecida entre Helmut Schmidt e Giscard, ela não sofreu - parece que pelo contrário - prosperou com o facto de que os políticos são de quadrantes políticos diferentes. Assim foi com Schmidt e Giscard, com Kohl e Mitterand, e agora com Schroeder e Chirac. E é verdade que as populações, pelo menos falo eu da população alemã, vê essa amizade com muita simpatia, revê-se nela, mesmo se não nutre especial estima por cada um dos actores em si, como é o meu caso.
A amizade franco-alemã é uma história de sucesso, um bem precioso, que apesar do compreensível incómodo de outros estados europeus, é uma enorme mais-valia para todos. E um exemplo, como o Marco bem nota. Embora a comparação com Abbas/Sharon parece-me exigir de mais. Assim como Schröder e Chirac poderão abraçar-se, se as coisas coressem muito bem, nunca Abbas e Sharon, mas os seu sucessores daqui a uma geração...


De Marco Oliveira a 24 de Março de 2005 às 12:32
A foto deste abraço é tanto mais bonita se pensarmos que estes dois paises passaram séculos a guerrear-se.
Eu gostava era de ver um abraço destes entre o Sharon e o Abbas. Isso é que era!


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