Sexta-feira, 4 de Março de 2005

A LAS CINCO DE LA TARDE (6)

413[1].jpg

Agradeço ao meu amigo JCF a dedicatória do poema do enorme Lorca e que, com sua presumida licença, ilustro com um desenho do também genial e também aficionado Pablo Picasso:

A las cinco de la tarde.
Eran las cinco en punto de la tarde.
Un niño trajo la blanca sábana
a las cinco de la tarde.
Una espuerta de cal ya prevenida
a las cinco de la tarde.
Lo demás era muerte y sólo muerte
a las cinco de la tarde.

El viento se llevó los algodones
a las cinco de la tarde.
Y el óxido sembró cristal y níquel
a las cinco de la tarde.
Ya luchan la paloma y el leopardo
a las cinco de la tarde.
Y un muslo con un asta desolada
a las cinco de la tarde.
Comenzaron los sones de bordón
a las cinco de la tarde.
Las campanas de arsénico y el humo
a las cinco de la tarde.
En las esquinas grupos de silencio
a las cinco de la tarde.
¡Y el toro solo corazón arriba!
a las cinco de la tarde.
Cuando el sudor de nieve fue llegando
a las cinco de la tarde
cuando la plaza se cubrió de yodo
a las cinco de la tarde,
la muerte puso huevos en la herida
a las cinco de la tarde.
A las cinco de la tarde.
A las cinco en Punto de la tarde.

Un ataúd con ruedas es la cama
a las cinco de la tarde.
Huesos y flautas suenan en su oído
a las cinco de la tarde.
El toro ya mugía por su frente
a las cinco de la tarde.
El cuarto se irisaba de agonía
a las cinco de la tarde.
A lo lejos ya viene la gangrena
a las cinco de la tarde.
Trompa de lirio por las verdes ingles
a las cinco de la tarde.
Las heridas quemaban como soles
a las cinco de la tarde,
y el gentío rompía las ventanas
a las cinco de la tarde.
A las cinco de la tarde.
¡Ay, qué terribles cinco de la tarde!
¡Eran las cinco en todos los relojes!
¡Eran las cinco en sombra de la tarde!

Federico García Lorca
publicado por João Tunes às 23:16
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6 comentários:
De Joo a 11 de Março de 2005 às 13:00
Lembro-me dele da televisão. Não seria um grande actor mas foi um grande declamador. Infelizmente fez demasiada escola com muita a gente a imitá-lo. Abraço.


De Werewolf a 10 de Março de 2005 às 08:27
Bastante mais velho, mas eu lembro-me de em minha casa os meus pais e os meus irmãos, que eram bastante mais velhos do que eu 16 a 22 anos) ouvirem dois célebres LP's em Vinil, claro, de um célebre espectáculo no S. Luís, isto para além de outros singles que tinham. Por isso desde muito pequenino que a voz cristalina do Villarett me ficou gravada na memória. Mais tarde quando saiu uma edição em CD desse espectáculo, comprei-o. Só por preguiça é que ainda não fui confirmar. tenho estado muito preguiçoso nos últimos dias.
Mas que este poema é fenomenal, é.
Abraço João.


De Joo a 9 de Março de 2005 às 23:29
Não sei. O Villarett, em todo o tempo que viveu, foi sempre bastante mais velho que eu... Abraço, caro amigo.


De Werewolf a 9 de Março de 2005 às 22:54
Ou será que estou a confundir com o "La Muerte de Antonito El Camborio"?


De Werewolf a 9 de Março de 2005 às 22:52
A interpretação deste poema pelo João Villarett é simplesmente fantástica.


De Werewolf a 5 de Março de 2005 às 23:45
Grande, grande poema de Lorca.


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