Quinta-feira, 24 de Fevereiro de 2005

O VASCO DO RESTELO

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Assim, não vale a pena ter este País (e este povo) aberto. Decrete-se a falência, leiloem-se-lhe os restos e os civilizados da mudança que se desviem dos cacos. Oiçamos um desencantado:

“O grande derrotado nestas eleições foi o País. Virou à esquerda e entregou o poder a um sector dela que é manifestamente incapaz de governar de modo a responder às necessidades dos portugueses.” (…)
“O eleitorado português não apostou na mudança. É conservador, corporativo e retrógrado. Essa é a estabilidade que pretende lhe seja garantida. Por isso é que não precisava de esclarecimentos nem de discussão dos programas.” (…)
“No eldorado que se prepara, os impostos não vão subir. O que vai subir é o endividamento do Estado, das empresas e das famílias. As reformas estruturais não vão ter lugar. O que vai acontecer é o esbanjamento a pretexto de uma luta contra a exclusão social. A educação não vai melhorar. Há-de voltar-se ao educativamente correcto, com as criancinhas a balbuciarem to be or not to be pela mão de professores que mal sabem falar português. A saúde vai ficar na mesma. O Governo há-de dizer que sim a tudo o que lhe exigirem os médicos, os gestores hospitalares, os enfermeiros, os laboratórios, as farmácias e os doentes. E assim sucessivamente.”
“Portugal não vai sofrer nenhum choque tecnológico, mas sim um choque teratológico. A curto prazo, terá de enfrentar uma monstruosidade sem pés nem cabeça e tornar-se-á uma aberração irresponsável e ingovernável.”


Que tal? Vale a pena aqui restar? Depois de ler o Vasco Graça Moura, claro que não. Zarpemos enquanto não é tarde demais. Já que ele, nada dizendo sobre isso (se fica ou se vai), é capaz de por cá continuar.
publicado por João Tunes às 16:02
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3 comentários:
De Joo a 25 de Fevereiro de 2005 às 18:06
Bem vindos à casa nova, meus caros.


De L. a 24 de Fevereiro de 2005 às 23:05
Sem tirar nem pôr e melhor dito do que eu alguma fez o faria, isto que foi dito pelo comentarista anterior. Quem ouve esta voz (VGM)? Eu não, por certo.


De Evaristo a 24 de Fevereiro de 2005 às 19:44
Amigo João,
Parabens por esta nova casa.
Não queira emigrar por causa da pitoniza que dá pelo acrónimo de VGM. Ele está no PE, em Bruxelas. Talvez continue a traduzir Petrarca, Goethe ou Shakespeare, ou a ressonar no PE, pois creio que ele serve apenas para votar. O João não se atemorize com os pesadelos do ex-poeta VGM, que sofre da bílis e lhe desfigura o rosto, dando-lhe um ar de vampiro... Coragem.


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